O projeto Veg+ visa apoiar o setor de agricultura familiar, fomentar o mercado local de produtos e serviços, além de buscar contribuir na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, especialmente entre adultos jovens.

O projeto Veg+ busca abordar os desafios de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Brasil, principalmente relacionados à qualidade da alimentação, incluindo a sustentabilidade, por meio de treinamento, pesquisa e ciência. Diante das mudanças climáticas e do aumento da população mundial, há muito interesse nos atuais padrões de consumo alimentar. Alimentos de origem vegetal estão associados com menor produção de gases do efeito estufa. Entretanto, 87.5% dos consumidores de 16-24 anos no Brasil consomem apenas 1 porção desses alimentos por dia, apesar das evidências demonstrarem que tais alimentos são componentes-chave para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. O aumento na aquisição de alimentos vegetais e agroecológicos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) têm auxiliado na redução do impacto ecológico no sistema de produção e consumo brasileiro, e uma sociedade civil mais engajada nas escolas, mas ainda é tímido o impacto nas Universidades.

O projeto Veg+ foi delineado para capacitação e fortalecimento das habilidades inerentes das operações de fornecimento de alimentos (via cadeias curtas de comercialização), produção de refeições institucionais mais sustentáveis e pesquisas com consumidores (novas ferramentas e conhecimento na área, ex. atitudes e determinantes de consumo de vegetais entre jovens adultos) no contexto de promoção da saúde.

O projeto Veg+ reúne o Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, Brasil) com um grupo internacionalmente reconhecido de pesquisadores em consumo alimentar da Universidade de Bournemouth (BU, Reino Unido). O projeto busca construir uma plataforma de colaboração no campo do consumo e da produção alimentar sustentáveis por meio do incentivo ao aumento do consumo de vegetais via cadeia curta de comercialização, ao mesmo tempo que fornece a novos pesquisadores habilidades para aplicar abordagens de pesquisa mais sustentáveis. O momento político pede a criação de estruturas de SAN que fomentem a criação de mercados, a ciência colaborativa e o envolvimento de diversos atores, construindo e fomentando a troca de talentos e habilidades.